Memória musical

  

16º) “Pérola Negra”   |   interpretado por Luiz Melodia

 
Foi um Rio que passou em minha vida

Luiz Carlos dos Santos, mais conhecido como Luiz Melodia, nasceu no morro do Estácio, bairro da cidade do Rio de Janeiro, na década de 50. Foi ator, cantor e compositor brasileiro de MPBrockbluessoul e samba.
Fruto da atmosfera em que vivia - do tradicional samba dos morros cariocas, mas  na adolescência, compondo e tocando sucessos da jovem guarda e bossa nova, com o grupo ‘Instantâneos” formado com amigos -, resultaram em uma mescla de influências que renderam a Luiz Melodia um estilo único. Logo acabou por chamar atenção de um assíduo frequentador do morro do Estácio, o poeta Wally Salomão e de Torquato Neto.


Através de Wally, Gal Costa acabou conhecendo um de seus compositores prediletos, resultando na gravação de “Pérola negra” no disco “Gal a todo vapor” de 1972. Pouco depois era vez de “Estácio, Holly Estácio”, ganhar sua interpretação na voz de Maria Bethânia. Foi nesta época que o artista assumiu então o nome de Luiz Melodia - apropriando o sobrenome artístico de seu pai Oswaldo - , e lançou no ano seguinte (1973) seu primeiro e antológico disco “Pérola Negra” .


Nas décadas seguintes Melodia lança diversos álbuns e realiza shows, inclusive internacionais. Em 1987 apresenta-se em Chateauvallon, na França e em Berna, Suíça, além de participar em 1992 do "III festival de Música de Folcalquier" na França e em 2004 do Festival de Jazz de Montreux à beira do lago Lemán, onde se apresentou no auditório Stravinski, palco principal do festival.


Já conhecido do público e tendo alcançado seu espaço no cenário da MPB, Luiz Melodia lança “Nós” em 1980, incluindo “Codinome beija-flor”.


No disco seguinte “Relíquias” (1985), faz uma releitura com novos arranjos para sucessos como “Ébano”, “Subanormal” - e no registro intimista intenso de “Acústico - ao vivo” (1999), em que Melodia passeia novamente por sua obra, agora através da espontaneidade de um disco gravado ao vivo durante sua turnê nacional, considerado sucesso de público e crítica.


O músico faleceu na madrugada do dia 4 de agosto de 2017, aos 66 anos.

 

Clique na imagem para ouvir “Pérola Negra”, na voz de Luiz Melodia.

 

15º) "Foi um rio que passou em minha vida" | interpretado por Paulinho da Viola e a Velha Guarda da Portela
Foi um Rio que passou em minha vida

A Portela, campeã do Carnaval carioca 2017, juntamente com a escola Mocidade Independente de Padre Miguel, após 33 anos de jejum, tem história para sustentar um período tão longo sem títulos e, mesmo assim, manter sua legião de fãs. Ao longo de 2016, realizou-se uma série de reportagens para o especial sobre o Centenário do Samba. Para tanto, foram visitadas rodas de samba em São Paulo, Rio de Janeiro e na Bahia e entrevistados personagens importantes para a história do samba nesses três Estados. Para completar, também foi realizada uma pesquisa com os internautas para saber qual samba marcou a vida de cada um.

 

 

14º) “Trem das Onze” - Adoniran Barbosa | interpretado pelo conjunto Demônios da Garoa
Trem das onze

Há 50 anos deixava de funcionar um trem que ficou imortalizado pelo samba de Adoniran Barbosa, trem das onze.


Este samba ganhou o primeiro prêmio no concurso de músicas de carnaval no 4º Centenário da cidade do Rio de Janeiro com o grupo Demônios da Garoa, em 1964, quando o sucesso foi sacramentado para a posteridade em todo o Brasil.


A estação Jaçanã foi demolida em 1966. Da linha do trem que saía do centro de São Paulo em direção à Guarulhos, passando pelo bairro do Jaçanã, quase nada restou. Mas na voz dos Demônios da Garoa tornou-se inesquecível, um marco da cidade de São Paulo. O grupo nunca mais pode fazer um show sem cantá-la.


Tanto, que em enquete realizada em 2016 para comemorar o Centenário do Samba, no qual os internautas de todo o país puderam votar espontaneamente em seu samba preferido, “Trem das Onze” foi o segundo samba mais votado.


Uma curiosidade: o trem das onze na verdade nunca existiu. O último trem partia da estação as 09h59min. O acerto que Adoniran fez foi para facilitar a rima da música.

 

Clique na imagem para ouvir “Trem das Onze” na interpretação do conjunto Demônios da Garoa.

 

 

13º) “Carinhoso” - Orlando Silva | Pixinguinha / João de Barro
Carinhoso - Orlando Silva

Carinhoso é uma das obras mais importantes da música popular brasileira.


Foi composta em 1916  por Alfredo da Rocha Vianna Filho, mais conhecido como Pixinguinha e, posteriormente, recebeu letra de João de Barro, sendo gravada com grande sucesso por Orlando Silva.


Voltou a ser grande sucesso romântico nos anos 70 quando uma regravação foi escolhida como música tema da telenovela da Rede Globo de mesmo nome, estrelada pelos astros do gênero Regina Duarte e Claudio Marzo.


Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da MPB e contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva. Ele era carioca, nasceu em abril de 1897 e faleceu em fevereuiro de 1973. Maestro, flautista, saxofonista e arranjador, foi como compositor que se eternizou nesta melodia que tem atravessado o tempo e marcado gerações.
Clique na imagem para ouvir Carinhoso na voz de Orlando Silva.

 

 

12º) Conceição - Cauby Peixoto
Conceição - Cauby Peixoto

Cauby Peixoto Barros, nasceu em Santa Rosa, Niterói-RJ, em 10 fevereiro de 1931 e faleceu no dia 15 de maio de 2016, aos 85 anos.


Iniciou sua carreira artística no final da década de 1940. Estudou em um Colégio de Padres Salesianos em Niterói, onde chegou a cantar no coro da escola e também no coro da igreja que frequentava. Trabalhou em um comércio até resolver participar de programas de calouros no rádio, no final da década de 40, no Rio de Janeiro.


Em março de 53, gravou o seu reconhecido primeiro disco, um 78 rpm, cujas músicas foram "Tudo Lembra Você" e "O Teu Beijo". O disco não foi um grande sucesso apesar de ter tocado nas rádios, mas Cauby já começava a despontar como cantor. Em 54, numa guinada especial na sua carreira, conheceu através de indicação da cantora Heleninha Costa, um cidadão conhecido por "Di Veras", que investiu nele e o transformou em 6 meses no cantor brasileiro de maior sucesso. Em maio desse mesmo ano, veio o primeiro grande sucesso, já sobre a batuta do Di Veras, com a música "Blue Gardênia", uma versão em português de um grande sucesso de Nat "King" Cole.


Cauby começa a ter "as roupas rasgadas" pelas suas fãs levando a loucura à juventude brasileira com o seu jeito inovador de cantar e se vestir.


Em setembro de 56, é lançado nas rádios o seu maior sucesso "Conceição", uma música que era para ter sido gravada pelo cantor Sílvio Caldas e que acabou o maior sucesso de Cauby, sua marca registrada até os dias atuais.


Cauby tornou-se também um astro internacional, morando dois anos nos Estados Unidos, e voltando ao Brasil apenas para gravar algumas músicas, quando sua voz foi segurada em três milhões de cruzeiros. Lá ele também gravou e participou de um filme intitulado "Jamboree" cantando a música - El Toreador - com outros astros e estrelas da época. Nos Estados Unidos, também conseguiu colocar uma canção nas Paradas e trocou o nome para "Ron Coby", por acharem, seus produtores, que ele parecia um cantor latino meio afrancesado. Cauby também passou por outros países, fazendo sucesso no Canadá, em Portugal etc.


Cauby coleciona alguns recordes em sua carreira, como ter saído na capa da revista "Time" e "Life Magazine" como "o Elvis Presley Brasileiro" e ser o primeiro homem a sair na capa da famosa revista "O Cruzeiro". Cauby também foi o primeiro cantor brasileiro a gravar rock genuinamente brasileiro. A canção chama-se "Rock n’Roll em Copacabana", composição de Miguel Gustavo.


Deixou um documentário de 90 minutos,(Cauby - Começaria tudo outra vez), de Nelson Hoineff, que foi lançado no Brasil em maio de 2015, e conta toda sua trajetória.


Clique na imagem para ouvir.

 

 

11º) Meus tempos de criança - Ataulfo Alves
Meus tempos de criança - Ataulfo Alves

Ataulfo Alves de Sousa, nasceu em Miraí, Rio de Janeiro, em maio de 1909.


Foi um compositor e cantor de samba brasileiro, um dos sete filhos de violeiro, acordeonista e repentista da Zona da Mata chamado "Capitão" Severino.


Aos oito anos de idade, já escrevia versos. Sua musicografia ultrapassa 320 canções, sendo uma das maiores da música popular brasileira.


Em 1933, ganhou visibilidade no mundo artístico depois que Carmen Miranda, gravou Tempo Perdido, no qual era conhecido como "garnizé", provavelmente por ter estatura baixa, já que Garnizé é uma espécie de galo de menor porte.


Seus sucessos mais marcantes foram Aí, que saudades da Amélia (com Mário Lago) e Laranja madura - quem nunca ouviu este refrão: “laranja madura na beira da estrada, tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé?”.


Faleceu em abril de 1969, poucos dias antes de completar 60 anos de idade, em decorrência do agravamento de uma úlcera.


 

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10º) Cio da Terra - Milton Nascimento - Pena Branca e Xavantinho
Cio da Terra - Milton Nascimento - Pena Branca e Xavantinho

A canção Cio da terra é de autoria da dupla Chico Buarque de Hollanda e Milton Nascimento composta em 1977, definida por Chico Buarque como "uma canção de trabalho agrário" que Milton Nascimento compôs inspirado no canto das mulheres camponesas na colheita do algodão.


Criada em um momento comercial importante da MPB e em um período de abertura política no Brasil, a canção integrou o compacto “Primeiro de Maio” que comemorava a data em 1977.

 

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9º) “Verdade Chinesa” - Emílio Santiago
Emilio Santiago - Verdade Chinesa

O cantor Emílio Vitalino Santiago era carioca.  Frequentou a Faculdade Nacional de Direito na década de 1970, inicialmente para se tornar um advogado. Ao decorrer do curso, Emílio já cantava nos bares da faculdade, em roda de amigos, apenas por diversão. No início, não tinha vontade de se tornar um cantor profissional, e tão pouco pensava nisso. Quando as inscrições do festival de música da Faculdade foram abertas, os amigos  o inscreveram sem ele saber. Ele participou e venceu o concurso, chamando a atenção dos jurados, entre eles, Beth Carvalho.  A partir daí, sua presença em festivais estudantis era frequente, ganhando todos os concursos do qual participava. A música já falava mais alto na vida de Emílio. Concluiu o curso de direito apenas por insistência de seus pais.


O LP Aquarela Brasileira o consagrou em 1988.  Devido ao sucesso, era para ser apenas um, mas foram lançados sete trabalhos da série Aquarela Brasileira e o  projeto ultrapassou a marca de quatro milhões de cópias vendidas.


Faleceu aos 65 anos. Fonoaudiólogos comentaram que as análises técnicas da voz de Emílio Santiago, mostravam que o cantor tinha a voz mais "perfeita" do Brasil.

 

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8º) French Latino - Historia de un Amor
Elis Regina - Romaria

Cúmplices e complementares, Jean-Paul e sua filha Michelle, acompanhados por excelentes músicos fazem-nos compartilhar uma intimidade artística rica e sensível.

 

A Banda mescla os universos culturais latino e oriental, criando o primeiro grupo de música latina-mediterrânea.

 

Entre as raízes argelinas de Jean-Paul e da vida de sua filha Michelle na Espanha e Paris,  há um caminho de vida que também se tornou um caminho de inspiração artística que  mistura a música oriental, espanhola e francesa.

 

A banda proporciona um espetáculo energia solar onde os sentimentos são onipresentes. É para ouvir, vibrando e dançando.

 

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7º) “Brigas” - Altemar Dutra
Elis Regina - Romaria

Altemar Dutra de Oliveira (1940 - 1983), foi progressivamente destacando-se no gênero musical bolero e, de fato, veio a ser aclamado como o "rei do bolero" no Brasil.


Sua carreira de cantor teve início por volta de 1963, quando atingiu os primeiros lugares nas paradas de sucesso com “Tudo de mim” que o tornou conhecido em todo o país.


Em 1964 gravou e obteve grande êxito com “Que queres tu de mim”, “O trovador”, “Sentimental demais” e “Somos iguais” (todas de Evaldo Gouveia e Jair Amorim).


Depois de ter dominado as paradas de sucesso locais, a partir de 1969 passou a conquistar fãs de origem latina nos Estados Unidos. Em pouco tempo tornou-se um dos mais populares cantores estrangeiros nos Estados Unidos. Apresentava um show para a comunidade latino-americana, no clube noturno "El Continente", em Nova Iorque, quando faleceu aos 43 anos, de derrame cerebral.

 

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6º) “Romaria” - Elis Regina
Elis Regina - Romaria

Como muitos outros artistas do Brasil, esta cantora gaúcha surgiu dos festivais de música na década de 1960 e foi a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou "Arrastão" de Vinicius de Moraes e Edu Lobo que lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV. Seu estilo era altamente influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria. Mostrava interesse em desenvolver seu talento através de apresentações dramáticas, que tem na interpretação de “Romaria”, do compositor Renato Teixeira, uma das canções, com sua interpretação, mais ouvidas nos sites de música da internet.
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5º) Natal Todo Dia
Natal todo dia - Roupa Nova

é o vigésimo álbum do grupo carioca Roupa Nova, lançado em novembro de 2007, sendo um álbum dedicado à músicas natalinas. A faixa que dá nome ao album, "Natal Todo Dia", de tem a participação do coral dos Canarinhos de Petrópolis e de David Gates (ex Bread).
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4º) Negue - Nelson Gonçalves
Negue - Nelson Gonaçalves

Outra música inesquecível na linda, marcante e inconfundível voz de Nelson Gonçalves.

Quem nunca sofreu uma desilusão amorosa e pensou em procurar a pessoa amada para lhe dizer alguma das frases desta letra, senão todas?
"Negue" traduziu com maestria o sentimento de alguém que brigou com o grande amor de sua vida. Universal e imperdível.
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3º) "Estúpido Cupido" - Celly Campello
Estúpido Cupido - Celly Campello

"Estúpido Cupido" foi o primeiro álbum da cantora Celly Campello, e é considerado por alguns como o primeiro LP de rock brasileiro.
A faixa-título foi o maior sucesso de 1960, uma versão feita por Fred Jorge para Stupid Cupid, composta por Neil Sedaka e Howard Greenfield, lançada por Connie Francis em 1958.
Vale a pena ouvir de novo e se deixar embalar e viajar no tempo com o ritmo empolgante deste sucesso inesquecível!
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2º) “A volta do boêmio” - Nelson Gonçalves
A volta do boêmio - Nelson Gonçalves

Continuando a série de vídeos com intérpretes imortais do cancioneiro popular e da MPB estamos apresentando um deles que ficou para a história pela sua voz linda, marcante e inconfundível.
Dificilmente se encontrará, mesmo entre as novas gerações, alguém que nunca ouviu o famoso refrão: boêmia, aqui me tens de regresso...
Primeira frase da música “A Volta do Boêmio’”, faixa título de um álbum do cantor brasileiro Nélson Gonçalves, lançado em 1967, tornou-se uma das mais conhecidas do cantor e parte do repertório padrão das serestas.
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1º )  Elis Regina/Adoniran Barbosa - “Iracema”

Este vídeo de 1978, traz o encontro de Elis Regina e Adoniran Barbosa com a música “Iracema”. Vale a pena ouvir este samba de Adoniran - considerado o maior nome do samba paulistano de sua época, com Elis Regina - eleita a segunda maior voz do Brasil em 2003 pela revista Rolling Stone Brasil, superada apenas por Tim Maia.
Elis gravou  "Iracema" pouco antes da morte de ambos que faleceram quase na mesma época, no ano de  1982; ela em janeiro (aos 36 anos)  e ele em novembro (aos 72 anos).
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