SP vai aplicar dose fracionada de vacina contra febre amarela

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  • Os novos casos de febre amarela surgiram na zona Sul da cidade, próximo a Itapecerica da Serra. Isso ampliou a área com necessidade de imunização praticamente para todas as zonas da Capital do Estado de São Paulo.

     

    Segundo coordenador de Controle de Doenças de São Paulo, o infectologista Marcos Boulos, o Estado vai passar a aplicar doses fracionadas de vacina contra febre amarela. Para não faltar imunizante, a ideia é “repartir” as doses. Entre os alvos está o litoral norte paulista, afirmou que poderá haver o fracionamento da vacina contra febre amarela no Estado nos próximos meses, caso a demanda pelo imunizante continue muito expressiva.

     

    A medida, que também deve ser seguida pelos Estados do Rio e da Bahia, é adotada após a constatação de que a circulação do vírus se alastra e ameaça regiões até então consideradas livre de risco da doença.

     

    A dose fracionada, porém, é mais fraca do que a oferecida hoje: protege por até nove anos, enquanto a atual dura para a vida toda, conforme orienta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa orientação é seguida pelo Brasil desde abril. Antes, a imunização era a cada dez anos.

     

    A vacinação com dose integral será mantida, mas para casos específicos. Ela será aplicada, por exemplo, em pessoas que vão viajar para países que exigem o certificado de vacinação contra febre amarela e nas ações desenvolvidas desde 2016 pela Secretaria da Saúde de São Paulo, em que equipes percorrem vilarejos, lugares onde há matas nativas e oferecem de casa em casa a vacinação. Ressaltando que a vacina demora 10 dias após a aplicação para imunizar o organismo.

     

    Litoral paulista - Os casos antes ocorriam em áreas já tradicionais, sobretudo na região próxima de Ribeirão Preto, mas o coordenador afirma que a doença se expandiu e vai chegar ao litoral.

     

    Vamos ter de vacinar todo o Estado, incluindo as áreas litorâneas. Deverão ser alvo da vacinação com doses fracionadas locais que historicamente eram considerados livres de risco da doença, mas que, com o avanço da circulação do vírus, podem se tornar suscetíveis. Entre as regiões em que o fracionamento será ofertado estão o litoral norte de São Paulo, como São Sebastião, Caraguatatuba e Ubatuba - além de cidades próximas, como Taubaté.

     

    Em relação a vacina atual (não fracionada) um dos maiores receios do coordenador de Controle de Doenças de São Paulo  é o de que diante do medo de se infectar por febre amarela pessoas com contraindicação para receber o imunizante escondam sua real condição, justamente para garantir a dose da vacina. Este ano, foram imunizadas 5 milhões de pessoas, com 2 óbitos provocados por reações provocados pelo imunizante. Uma proporção expressivamente menor do que a registrada na última epidemia da doença, na região de Botucatu. Na época, ocorreu 1 morte para cada 200 mil aplicações da vacina. Daí a importância de se fazer a vacinação de forma correta. As pessoas não devem esconder sua condição, afirmar a idade correta, se estão gestantes, observou.

     

    Importante! Há restrições para a vacina contra a febre amarela!

     

    -  Pessoas da terceira idade devem consultar o seu médico para saber se a vacinação é indicada no seu caso específico.

    -  Quem não pode tomar a vacina deve se proteger com repelentes, prestando muita atenção nas orientações de uso no rótulo do produto e reaplicando sempre que necessário.

    -  Os Postos de Saúde têm uma lista de restrições. Confira aqui a lista completa!

     

    Alguns parques serão reabertos

     

    Fechados desde outubro depois da morte de macacos contaminados por febre amarela, os parques Horto Florestal, Cantareira e Tietê serão reabertos, pois a população do entorno já foi vacinada. Entretanto os locais terão avisos para os visitantes que não se vacinaram.

    Além disso, é importante proteger-se com repelentes, pois estamos no período de chuvas e não podemos esquecer das outras ameaças como a dengue, chikuncugunya e zica vírus.

     

    Fonte de dados: Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo

     

     

     

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